terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Morrer.


Já me encontro no terceiro cigarro....quero morrer-me.

Mas não me quero matar, quero adormecer e já não acordar.

Quero olhar para aquelas pessoas que não existem mas que as vejo todos os dias e fechar os olhos, tornar-me uma delas.

Não tenho culpa de ser assim. Sou fracafracafraca.....FRACA.

Não me importo de o ser. Não quero saber.

Nos cafés, os conselhos, as conversas e opinioes que todos me admiram pela força. Tenho medo de ficar sozinha.

Sou humana!!!Tenho medo: do escuro, da solidão, de mim.

Durmo com uma vela acesa e de olhos semi-cerrados.

Tenho medo de os abrir e de os fechar mas deixo a luz acesa, para as pessoas para quem não quero olhar, me vejam a dormir e não me façam mal.

Tenho medo delas mas tenho mais medo de ter medo delas.

Por isso tenho medo de estar sozinha, porque nunca estive.

Tenho medo de mim porque o escuro, a solidão e eu mesma, sou o medo de mim.

Humano normal reponde: medo da morte.

Eu digo: medo de mim.

Medo da morte? De morrer em agonia...? porque se se vive em agonia, por não se saber o que está do outro lado, depois de se fechar os olhos.

Isso é o que menos quero saber, melhor, é que mais queria saber e o que mais gostava é que não houvesse nada lá.

Porquê?porque já conheço a vida e não gosto dela, nem de mim nela, nem do que ela contem, nem do que ela promete, nem o que nela queremos.

Quero o nada mais que a morte, quero o nada depois da morte...

Cinzeiro cheio.

1 comentário:

Naiol disse...

Antes de tudo...não és fraca!

Agora, literaturamente falando, está um texto brilhante! cativa do inicio ao fim...

O tema..é triste...mas transmite muito sentimento...percebe-se o que te vai na alma...

keep going*